
No último dia 4 de maio, a Anvisa autorizou o Instituto Butantan a produzir no Brasil a vacina IXCHIQ, o primeiro imunizante do mundo contra a chikungunya. Até então, a vacina só podia ser fabricada nas fábricas da farmacêutica europeia Valneva. Com a aprovação, o Brasil passa a formular e envasar o produto em solo nacional, o que abre caminho para a incorporação ao SUS a um custo mais acessível. A vacina é indicada para adultos de 18 a 59 anos com risco aumentado de exposição ao vírus e não pode ser usada por gestantes ou pessoas com imunidade comprometida.
A chikungunya é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue e da zika, o Aedes aegypti, e no Brasil já está presente em todos os estados. Em 2025, a chikungunya infectou cerca de 620 mil pessoas no mundo, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil, foram notificados mais de 127 mil casos, com 125 óbitos, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
A vacina é um avanço significativo e vem acompanhada de um lembrete importante: ainda não é realidade para a maioria da população. Porém, a doença permanece ativa no país, o que reforça a necessidade de prevenção contínua.
Eliminar criadouros, monitorar pontos de infestação e usar soluções eficazes de proteção são atitudes que salvam vidas, junto com o desenvolvimento da vacina. O Aedes aegypti não espera e a proteção também não pode esperar.