Chikungunya volta ameaçar a saúde pública e reforça a importância da prevenção contínua

2 de março de 2026

Um alerta epidemiológico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), divulgado em fevereiro de 2026, aponta o aumento dos casos de chikungunya nas Américas e a retomada da transmissão em regiões que estavam há anos sem circulação do vírus. O cenário mostra que as arboviroses não desaparecem, apenas mudam de intensidade ao longo do tempo.

Em 2025, mais de 313 mil casos foram registrados na região, evidenciando a circulação ativa do vírus e a transmissão aumenta quando as condições favoráveis para se espalhar. No Brasil, a circulação recente concentra-se principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, com transmissão no próprio território, o que reforça a relação direta entre risco e ambientes urbanos e domésticos.

Transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, a chikungunya pode causar dores articulares intensas que persistem por meses ou anos, impactando a qualidade de vida. Por isso, o alerta reforça a necessidade de sair da lógica reativa e de fortalecer a prevenção contínua.

A OPAS destaca que o controle do mosquito depende da participação das famílias e do manejo contínuo dos ambientes, com a eliminação de criadouros e a adoção de métodos físicos e biológicos. Nesse contexto, soluções sustentáveis, como as armadilhas Biotraps, contribuem para o monitoramento e a redução preventiva da população de mosquitos.

Mais do que responder a surtos, o desafio atual é impedir que eles comecem, mantendo o cuidado com o entorno da casa como parte da rotina ao longo de todo o ano.