
O mosquito da dengue não age da mesma forma durante todo o dia. O Aedes aegypti tem um relógio biológico interno que regula seus períodos de maior atividade, tornando o risco de picada mais elevado em horários específicos, principalmente no início da manhã e no fim da tarde.
Nesses momentos, a fêmea do mosquito se torna mais sensível ao dióxido de carbono (CO₂) liberado pela respiração humana. Esse gás funciona como um sinal que indica a presença de uma fonte de alimento principalmente dos humanos no ambiente e pode ser detectado a mais de 10 metros de distância. Ao longo do dia, porém, essa capacidade de percepção não se mantém constante, variando conforme o ciclo biológico do inseto.
Segundo estudos citados pela Superinteressante, esse comportamento está ligado a uma substância chamada Pigment-Dispersing Factor (PDF), que faz parte do relógio biológico do mosquito. O PDF ajuda a “ligar o alerta” do Aedes aegypti em determinados horários, fazendo com que ele reaja por mais tempo ao CO₂ quando está naturalmente mais ativo. Mosquitos que não produzem essa substância têm mais dificuldade para localizar pessoas, o que evidencia a importância desse mecanismo no comportamento do vetor.
Entender como o mosquito responde aos estímulos ao longo do dia é um passo importante para aprimorar as ações de vigilância e controle. Conhecer seus ciclos biológicos permite estratégias mais direcionadas e eficazes para a prevenção da dengue.
Na Biotraps, acreditamos que informação baseada em ciência é parte essencial do enfrentamento contínuo desse desafio de saúde pública.