Espanha registra casos importados de dengue e chikungunya e reforça atenção aos mosquitos vetores

26 de agosto de 2026

A Espanha registrou, até 19 de julho de 2026, 124 casos importados de dengue e 108 de chikungunya, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde do país. Casos importados são aqueles em que a infecção foi adquirida durante uma viagem ou estadia em outro país, e não por transmissão no território espanhol. Embora não tenham sido identificados casos de transmissão local dessas doenças neste ano, os registros reforçam a importância da vigilância diante da chegada de viajantes infectados e da presença de mosquitos capazes de transmiti-las. 

No país, a atenção está especialmente voltada para o Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre, já estabelecido em boa parte da costa mediterrânea, nas Ilhas Baleares e em outras áreas do território. A presença do vetor, associada à chegada de pessoas infectadas, pode favorecer episódios de transmissão local. A Espanha, inclusive, já registrou ocorrências pontuais de transmissão local de dengue desde 2018.

O cenário também chama a atenção para a influência das condições climáticas sobre os mosquitos vetores. Temperaturas mais elevadas podem favorecer a expansão de determinadas espécies e prolongar seus períodos de atividade. Essa relação, porém, é complexa: ondas de calor intensas e secas prolongadas também podem reduzir a sobrevivência dos mosquitos ao diminuir a disponibilidade de água para o desenvolvimento das larvas.

Por isso, compreender o risco exige considerar diferentes fatores, como o clima, a presença de vetores e a circulação de pessoas. Mais do que prever se haverá mais ou menos mosquitos, é importante entender como essas condições podem modificar sua distribuição, seus períodos de atividade e a exposição da população às picadas.

No Brasil, onde o Aedes aegypti está amplamente presente, esse debate reforça a importância de estratégias contínuas e combinadas de controle, que incluam a redução de criadouros e diferentes tecnologias complementares. Nesse contexto, Biotraps integra o manejo do vetor como mais uma ferramenta em uma estratégia de controle mais ampla.