Estudo aponta que dengue chega mais grave às UTIs públicas 

23 de outubro de 2026

Adultos com dengue internados em UTIs públicas no Brasil são mais jovens do que os da rede privada, mas chegam em estado mais grave. É o que aponta uma pesquisa do Einstein Hospital Israelita e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), publicada em agosto de 2026 no Journal of Critical Care. O estudo analisou mais de 40 mil internações em terapia intensiva entre 2015 e 2024. 

A diferença aparece logo na chegada. Na rede pública, a média de idade foi de 50 anos, contra 54 na privada. Ainda assim, um em cada cinco pacientes do sistema público precisou de intubação já no primeiro dia de UTI, contra 4% na rede privada. A necessidade de remédios para manter a pressão arterial seguiu a mesma lógica: 22,4% contra 5,3%.

Os autores levantam a hipótese de que a demora para chegar à terapia intensiva explique parte desse cenário, porém a informação não foi confirmada pelo estudo. O que os dados já mostram é que a dengue grave não se restringe aos mais velhos e que, quanto mais crítico o paciente chega à UTI, maior o risco de óbito. 

Para os municípios, o recado é prático: cada caso que evolui para a forma grave pressiona leitos já escassos na rede pública. Uma resposta consistente combina assistência oportuna e ações contínuas para reduzir a circulação do Aedes aegypti, pois menos mosquitos no ambiente significam menos pessoas expostas ao vírus.

A Biotraps entra nessa estratégia como reforço às ações já existentes, como a eliminação de criadouros e o trabalho das equipes de campo, no âmbito de uma abordagem integrada de controle vetorial. A armadilha é biodegradável, ativada com água e se encaixa na rotina de campo, com até 4 semanas de ação, em média.