Estudo aponta que mudanças climáticas podem ampliar áreas de risco de chikungunya até 2100 

14 de julho de 2026

As mudanças climáticas podem ampliar as áreas com condições favoráveis à presença do vírus chikungunya e dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Segundo estudo da revista Frontiers in Cellular and Infection Microbiology, publicado em maio de 2026,  aproximadamente 21,26% da área terrestre global, o que abrange 139 países, apresenta condições potenciais para a transmissão do vírus.

Para estimar possíveis mudanças até 2100, os cientistas combinaram registros geográficos dos mosquitos e do vírus com variáveis ambientais, utilizando 16 combinações de cenários e modelos climáticos. As projeções indicam uma possível expansão das áreas de risco em direção a regiões temperadas, especialmente no nordeste da América do Norte, no centro-norte da Europa e no leste da Ásia. Isso não significa que surtos ocorrerão necessariamente nesses locais, mas sim que algumas áreas podem apresentar condições ambientais mais favoráveis à presença dos vetores e à transmissão do vírus.

O estudo reforça a importância de estratégias contínuas de monitoramento dos mosquitos transmissores, de preparação dos sistemas de saúde e de controle vetorial, inclusive em regiões que historicamente apresentavam menor risco de chikungunya. 

Em um cenário global que exige a ampliação das formas de prevenção e controle, as armadilhas Biotraps atuam como ferramenta complementar às estratégias de Manejo Integrado de Pragas e Vetores, contribuindo para uma abordagem mais ampla e sistêmica de arboviroses.