
Um estudo publicado na revista científica ACS Omega avaliou um creme desenvolvido em laboratório com óleo essencial de patchouli para proteção contra picadas do mosquito Aedes aegypti. Nos testes, os antebraços tratados com a formulação de patchouli e com um repelente comercial à base de DEET não receberam picadas durante o período avaliado, de até três horas. Os resultados indicam um potencial promissor, mas se referem à formulação específica utilizada na pesquisa e a condições controladas de laboratório.
O estudo chama atenção para a busca por novas opções de proteção pessoal contra mosquitos transmissores de doenças como dengue, chikungunya e zika. No entanto, os próprios pesquisadores destacam que ainda são necessários estudos toxicológicos e clínicos para avaliar a segurança da formulação a longo prazo. Também não é possível afirmar que o óleo de patchouli puro ou misturado a cremes comuns produzirá o mesmo efeito.
Repelentes são uma das medidas de proteção individual contra as picadas, mas não substituem outras ações de prevenção. O enfrentamento às doenças transmitidas pelo Aedes depende da combinação de estratégias, como eliminação de criadouros, proteção pessoal, monitoramento e controle dos mosquitos, dentro de uma abordagem integrada e contínua.