
Um estudo da Fiocruz Bahia analisou mais de 3 milhões de casos de dengue e indica que o risco de morte pela doença está diretamente ligado às desigualdades sociais. A pesquisa mostra que pessoas em situação de maior vulnerabilidade enfrentam mais dificuldade para acessar diagnóstico e cuidado em saúde, o que pode aumentar as chances de evolução para quadros graves.
Os dados apontam que a mortalidade por dengue é mais frequente entre pessoas negras, com baixa escolaridade e que vivem em locais com pouco saneamento e infraestrutura precária, com destaque para impactos mais fortes em regiões como o Nordeste. O estudo também alerta para possíveis falhas no registro das causas de morte, sugerindo subnotificação.
O recado é claro: combater a dengue exige prevenção contínua, atenção rápida aos sintomas e ações estruturais. Além do fortalecimento da atenção primária e do cuidado oportuno, medidas de controle do Aedes aegypti precisam ser intensificadas, especialmente nas áreas mais vulneráveis.
Este cenário corrobora porque , novas tecnologias e soluções sustentáveis ganham ainda mais relevância. As armadilhas biodegradáveis da Biotraps podem apoiar estratégias de controle do mosquito de forma direcionada, responsável e com baixo custo, contribuindo para reduzir riscos e reforçar a prevenção. “As armadilhas oferecem uma alternativamuito adequada para desafios como os enfrentados nestas regiões mais carentes, tendo em vista seu menor investimento”, afirma Cristiano Fernandes, Diretor Técnico da Biotraps.
No fim, enfrentar a dengue também passa por reduzir desigualdades. Quando informação, acesso ao cuidado e prevenção chegam a todos, a chance de salvar vidas aumenta.