Fêmeas de mosquitos encontrados em ambientes de Mata Atlântica preferem humanos que animais

23 de janeiro de 2026

Uma pesquisa recente realizada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, em áreas de Mata Atlântica no Rio de Janeiro, trouxe um alerta importante: em diversas amostras analisadas, os mosquitos haviam se alimentado principalmente de sangue humano.

O dado não indica exatamente uma “preferência”, mas sim uma consequência direta das mudanças no ambiente. Com a perda de habitat e o avanço da ocupação humana, animais que antes eram parte desse ecossistema se afastam ou desaparecem. E, com menos opções disponíveis, os mosquitos passam a picar mais pessoas por proximidade e conveniência.

O problema é que isso vai além do incômodo das picadas. Quando o contato entre mosquitos e humanos aumenta, também cresce o risco de transmissão de doenças como a febre amarela, dengue, zika, chikungunya, reforçando a importância de ações preventivas mais consistentes.

“Para o caso do Aedes aegypti, temos também que ter em mente que seu comportamento é predominantemente urbano, ou seja, já tem predileção por viver em cidades, como uma forma de adaptação à ação do homem”, afirma Cristiano Fernandes, Diretor Técnico da Biotraps.

Esse cenário mostra como a prevenção precisa ser contínua e estratégica, com monitoramento e soluções responsáveis que ajudem a reduzir a presença do mosquito e interromper seu ciclo de forma sustentável.

Na Biotraps, acreditamos que combater o Aedes exige constância e inteligência, porque quando o ambiente muda, o comportamento do mosquito muda junto.