Itália passa de 3 para 47 casos locais de dengue em pouco mais de três semanas

9 de outubro de 2026

A temporada de arboviroses na Itália ganhou outro ritmo em setembro. Segundo o Istituto Superiore di Sanità (ISS), o país somava 227 casos confirmados de dengue até 30 de agosto, apenas 3 deles adquiridos localmente. No boletim com dados até 22 de setembro, o total chegou a 312, e os casos autóctones (transmitidos dentro do país) subiram para 47.

A transmissão local se concentra em três focos: o maior na província de Livorno, na Toscana, seguido por Lecce, na Puglia, com 13 casos, e Milão, na Lombardia, com 2. Há ainda casos isolados em Florença e Nápoles. No mesmo período, a febre do Nilo Ocidental passou de 521 para 700 casos confirmados, e as mortes subiram de 26 para 54, com registros em 83 províncias de 19 regiões.

Os vetores ajudam a entender o cenário. Na Itália, dengue e chikungunya são transmitidas principalmente pelo Aedes albopictus, o mosquito-tigre, espécie próxima do Aedes aegypti. Já o vírus do Nilo Ocidental circula por mosquitos do gênero Culex. A maior parte dos casos de dengue ainda vem de viagens, mas a presença do vetor permite que um caso importado dê origem a novos casos locais.

Para gestores brasileiros, a leitura é direta. Aqui, o Aedes aegypti está amplamente distribuído, e a circulação de pessoas entre regiões e países é constante. Se na Itália três casos locais se tornaram 47 em poucas semanas, o controle do vetor no território precisa ser contínuo, e não apenas uma resposta ao aumento de casos.

Nesse contexto, diversificar medidas de proteção ajuda a manter o controle ativo por mais tempo. A Biotraps pode somar a essa estratégia de forma complementar, com ação que dura, em média, até quatro semanas. 

O caso italiano mostra que, quando vírus e vetor se encontram, a transmissão local pode crescer em poucas semanas. Com a chegada do período mais quente e chuvoso do ano no Brasil, é um cenário que merece atenção.