Lixo é o principal criadouro do mosquito da dengue

13 de outubro de 2026

Garrafas, latas, potes plásticos e sucatas foram os principais criadouros do Aedes aegypti no levantamento de infestação realizado em Barra do Garças, Mato Grosso, entre 24 e 28 de agosto de 2026. Foram 1.931 imóveis inspecionados, e o lixo apareceu à frente de todos os outros tipos de depósito.

Em segundo lugar ficaram vasos e pratos de plantas, bebedouros de animais, caixas d’água e materiais de construção. O município soma 1.205 casos de dengue em 2026, até a semana epidemiológica 34.

O resultado reflete um desafio comum a muitas cidades. O lixo descartado de forma inadequada se espalha por quintais, terrenos e vias públicas, e cada recipiente pode acumular água, propícia à desova da fêmea. Uma caixa d’água pode ser tampada, mas esse tipo de criadouro se renova a cada descarte.

Para os gestores, o controle do mosquito também passa pela gestão de resíduos. Vigilância, limpeza urbana e comunicação com os moradores reduzem a oferta de criadouros, mas, entre um mutirão e outro, novos recipientes voltam a surgir.

Nesse cenário, diversificar estratégias se torna ainda mais importante. A Biotraps pode compor esse conjunto de forma complementar às ações de limpeza e eliminação de criadouros. A armadilha atua nas fases de ovo, larva e adulto do Aedes aegypti, conforme rotulagem aprovada pela ANVISA, e é feita de material biodegradável, o que reduz o impacto do descarte depois do uso. 

Em Barra do Garças, o criadouro mais comum não estava escondido. Estava no descarte do dia a dia, um alerta que vale para todo o país.