
Dados de satélite da Nasa confirmaram que o El Niño, fenômeno climático que esquenta as águas do Oceano Pacífico, está ganhando força em 2026. A Agência meteorológica dos Estados Unidos – NOAA declarou oficialmente o fenômeno em 11 de junho, depois de identificar um aumento expressivo na temperatura do oceano. As previsões indicam que o El Niño deve continuar a se fortalecer até o fim do ano, com chance real de se tornar um dos mais intensos já registrados.
O El Niño costuma alterar o clima em várias partes do mundo, deixando algumas regiões mais secas e outras com mais chuva do que o normal. No Brasil, esse padrão tende a significar menos chuva no Norte e no Nordeste e mais chuva no Sul, com efeitos que costumam se intensificar a partir da segunda metade do ano.
Para o controle de pragas urbanas, esse tipo de mudança merece atenção. Temperaturas mais altas e chuvas fora do padrão criam condições ainda mais favoráveis para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue. É por isso que monitorar o clima, e não só os criadouros, ajuda a antecipar picos de infestação antes que eles aconteçam.
“Com o El Niño mais intenso, o comportamento do mosquito pode mudar mais rápido do que o calendário tradicional de controle de pragas costuma prever. O monitoramento contínuo passa a ser a peça que ajuda o controlador de pragas a antecipar picos de infestação, em vez de só reagir a eles.” Afirma Cristiano Fernandes, Diretor Técnico da Biotraps Brasil.