
A Nota Informativa divulgada em dezembro pelo Ministério da Saúde mostra que, apesar da queda de cerca de 75% em relação a maior epidemia de dengue do país registrada em 2024, o Brasil registrou 1,6 milhão de casos prováveis de dengue em 2025, com retomada de crescimento no segundo semestre, acima do esperado para o período, o que mantém a doença como um ponto de atenção na saúde pública do país.
O Sudeste concentra mais da metade dos casos, e lidera tanto em número de infecções quanto de casos graves. Foram confirmados mais de 34 mil casos com sinais de alarme ou gravidade e 1.728 óbitos, além de registros ainda em investigação.
Um dos principais pontos de alerta é o retorno do sorotipo DENV3. Após anos com baixa circulação no Brasil, ele voltou a gerar casos da doença em diferentes regiões, como já noticiamos aqui. Como grande parte da população não teve contato prévio com esse sorotipo, o risco de novos surtos e epidemia aumenta, inclusive com aumento de casos fora do período esperado comum em doenças com comportamento sazonal.
As projeções para 2026 indicam cerca de 1,8 milhão de casos de dengue no país, com picos menores do que os observados em 2024, que foi a maior epidemia de dengue no país, mas ainda acima da média histórica.
O recado da Nota Informativa de dezembro é claro: queda de casos não significa que o problema está resolvido. A dengue exige prevenção contínua, especialmente dentro de casa, antes que os números voltem a subir.