
Muito se fala sobre como evitar a dengue, mas ainda há crenças que passam a impressão de segurança total quando, na prática, não garantem proteção. A seguir, desmistificamos alguns deles e reforçamos o que realmente importa.
Mito 1: “Só dá dengue se houver lixo, entulho ou esgoto”
Por que é mito: O principal fator não é o lixo, e sim a água parada, mesmo em pequenas quantidades. O Aedes aegypti prolifera em pratinhos de plantas, tampas, calhas, vasos e recipientes comuns em qualquer casa, independentemente da região. O mosquito Aedes aegypti não reproduz em água poluida comum nos esgotos, ele prefere água limpa com nas caixas d’água por exemplo.
Fato: A inspeção semanal é fundamental: calhas, bandejas de ar-condicionado, vasos, ralos, caixas d’água e pequenos objetos esquecidos no quintal.
Mito 2: “Uso repelente e estou 100% protegido(a)”
Por que é mito: O repelente ajuda na proteção individual, mas não elimina totalmente o risco quando há criadouros ativos no ambiente.
Fato: Ele compõe a estratégia, mas não substitui a eliminação de água parada, telas de proteção, cuidado com as áreas externas e monitoramento.
Mito 3: “Se não tiver febre alta, não é dengue”
Por que é mito: A dengue pode se manifestar de forma leve, atípica ou sem febre evidente. A crença de que só é dengue quando os sintomas são intensos atrasa o diagnóstico e o registro correto dos casos.
Fato: Fique atento à dor corporal, fadiga, manchas, dor atrás dos olhos e náusea. Na dúvida, procure atendimento médico e evite a automedicação.
Mito 4: “A prevenção se resume a eliminar água parada”
Por que é mito: A eliminação de água é indispensável, mas outras ações também devem ser adotadas para o controle do vetor. Mesmo com inspeção doméstica regular, o Aedes continua circulando no entorno urbano, em áreas comuns, pontos de drenagem, terrenos e espaços públicos. O mosquito consegue reproduzir em locais de difícil acesso e nem sempre conseguimos eliminar.
Fato: A prevenção eficaz combina ações domésticas com estratégias ambientais. Além da checagem rotineira, tecnologias como as armadilhas Biotraps auxiliam na captura e redução da presença do vetor em locais onde o olhar humano não alcança, ampliando a eficiência da prevenção contínua.
Mitos enfraquecem a prevenção e abrem espaço para novos surtos. Informar corretamente reduz riscos, fortalece o cuidado coletivo e protege vidas.