
O avanço das arboviroses como um grave problema de saúde pública no Brasil, tem impulsionado a ciência na busca por vacinas contra doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika. Nos últimos anos, pesquisadores avançaram em diferentes frentes, trazendo novas possibilidades de prevenção. Ainda assim, especialistas reforçam que a vacinação, embora represente um grande avanço, é apenas uma parte da estratégia para reduzir o impacto dessas doenças.
No caso da dengue, o país já conta com vacinas aprovadas, incluíndo as produzidas a partir de pesquisas conduzidas por instituições brasileiras como o Instituto Butantan. Esses imunizantes representam um avanço importante para reduzir casos graves da doença, que continua sendo a arbovirose mais registrada no Brasil.
No entanto, outra importante preocupação tem sido provocada pelo aumento de casos de chikungunya no Brasil e passou a ganhar mais atenção da ciência. Em 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da primeira vacina contra a doença no país, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva. O imunizante utiliza tecnologia de vírus vivo atenuado e demonstrou forte resposta imunológica em estudos clínicos. Agora, especialistas avaliam como essa vacina poderá ser incorporada às estratégias de vacinação nos próximos anos.
Já para a zika, ainda não existe vacina disponível para uso público, embora pesquisas continuem em andamento em instituições como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O interesse científico permanece alto principalmente por causa dos riscos da infecção durante a gestação.
Mesmo com os avanços da vacinação, reduzir a presença do mosquito continua sendo uma das estratégias mais eficazes para diminuir o risco de transmissão dessas doenças. Medidas de monitoramento e controle do Aedes aegypti, aliadas a soluções ambientais e sustentáveis como as Biotraps, ajudam a atuar na cadeia de transmissão e a proteger os ambientes evitando a proliferação dos mosquitos em quintais, residências, e suas comunidades.