Vírus Zika transmitido pelo mosquito Aedes segue em circulação e reforça a importância do controle vetorial no Brasil 

16 de outubro de 2026

O Vírus Zika continua a circular no Brasil e em outras regiões do mundo. Segundo a atualização epidemiológica publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em maio de 2026, 97 países e territórios já registraram transmissão local do vírus. Quatro deles entraram na lista recentemente: Madagascar, Paquistão, Seicheles e Iêmen.

Nas Américas, foram 44.490 casos suspeitos em 2024 e 27.187 em 2025, e o Brasil respondeu por 95% dos registros acumulados nos dois anos. Em 2026, o painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde já soma 2.067 casos prováveis de zika no país. 

O cenário das arboviroses exige atenção. Na Bahia, por exemplo, os casos prováveis de chikungunya cresceram 364,9% em 2026. Embora apresentem comportamentos diferentes, ambas as doenças são transmitidas pelo Aedes aegypti.

O Brasil conhece de perto os efeitos da zika desde a epidemia de 2015 e 2016, marcada pelo aumento de casos de microcefalia em bebês. A OMS alerta para o crescimento da população sem imunidade em áreas com presença do mosquito.

Outro fator de atenção é o El Niño. Em julho, o Ministério da Saúde alertou para condições climáticas que podem favorecer a proliferação do mosquito e aumentar o risco de arboviroses.

Para os municípios, o controle do Aedes aegypti contribui para reduzir o risco de transmissão de dengue, zika e chikungunya. Nesse contexto, a Biotraps pode somar ao trabalho das equipes como ferramenta complementar. De ativação simples, com água, a armadilha se encaixa na rotina de campo.

A circulação dessas doenças reforça a importância de manter estratégias integradas de controle do mosquito.