
A presença de água não é o único fator que influencia onde a fêmea do Aedes aegypti deposita seus ovos. Diferentes características do ambiente também participam dessa escolha.
Um estudo publicado em 2025 na revista Scientific Reports testou, em laboratório, seis tipos de superfícies e diferentes condições de água para entender melhor esse comportamento.
Entre os materiais avaliados, um papel utilizado para germinação de sementes apresentou a maior atividade de oviposição. O material apresentava características como superfície mais rugosa e maior capacidade de retenção de água, fatores associados, pelos pesquisadores, à preferência observada.
A composição da água também fez diferença. A maior atividade postural ocorreu em uma condição com água utilizada para a criação de larvas e com a presença de larvas da própria espécie. Já a água salina reduziu a preferência pela postura.
Os resultados mostram que a escolha do local não é aleatória. A fêmea responde a diferentes sinais do ambiente que podem indicar condições favoráveis para os ovos e o desenvolvimento das larvas.
Entender esse comportamento ajuda a conhecer melhor a biologia do mosquito e também a desenvolver estratégias de controle que aproveitam seus hábitos naturais.
É nesse contexto que atua a Biotraps, utilizando o comportamento da fêmea como parte de uma estratégia complementar de controle, com ação sobre o mosquito adulto e também sobre seus ovos.